• Sérgio Faria

Engenheiros e cientistas tornam invisibilidade mais próxima da realidade


a empresa canadense Hyperstealth desenvolveu o Quantum Stealth, que é constituído por um material fino igual a um papel, e não necessita de qualquer fonte de energia para funcionar. A companhia trabalha com organizações militares desde 2010 para desenvolver o projeto. Certo, justiça seja feita: esse produto não funciona exatamente igual à capa que os bruxos de Hogwarts conhecem, mas ainda assim a técnica é válida. Basicamente, o Quantum Stealth utiliza lentes lenticulares (aquelas que são utilizadas por pessoas míopes) para encobrir e esconder o que está por trás dele, a mesma tecnologia usada em imagens que parecem 3D dependendo do ângulo em que são vistas.

Na prática, o material utilizado para o Quantum Stealth “dobra” a luz. Em outras palavras, apenas objetos que estão muito longe ou muito perto poderão ser vistos. Portanto, se um objeto ou uma pessoa se posiciona atrás desse protótipo a uma determinada distância, se tornará invisível, e apenas o que estiver ao seu redor permanecerá sendo visto. Vale lembrar que o material que constitui esse produto é capaz de dobrar luz desde o ultravioleta em nível médio até o início da coloração infravermelha. Entretanto, a invenção não apaga ou esconde o fundo aparente, então assim: se alguém está atrás da “capa” e outra pessoa está olhando de frente, vai enxergar apenas o fundo, como se a pessoa que está escondida realmente não estivesse presente ali no local.


O segredo dessa “mágica” tem nome: Lei de Snell, que diz que o raio de luz, ao desviar e passar para um meio com um índice de refração diferente do qual estava acostumado, sofre alterações e acaba sendo comparado com a velocidade da luz no vácuo – ou seja, tão rápido que se torna impossível de ser visto. Sendo assim, a questão é selecionar dois materiais que, quando seus índices de refração se encontram, apresentem um ponto cego que gera a invisibilidade em si.


Fonte: Canaltech